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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Entenda em 5 pontos o desastre ambiental causado pela Braskem em Maceió (COLAPSO)

Atividade de mineração deixou um rastro de impactos geológicos e ambientais que ainda estão em curso | Foto: Itawi Albuquerque 


O maior desastre ambiental urbano em curso no país, que completou cinco anos em março de 2023, atinge uma área equivalente a 20% do território de Maceió fez com que cerca de 60 mil pessoas tivessem que deixar suas casas na capital alagoana. Os primeiros tremores de terra registrados em março de 2018, que causaram rachaduras e afundamentos do solo em ruas, são o marco inicial do desastre que tem como causa as atividades de mineração da Braskem no município.

Novos tremores de terra foram registrados na manhã deste sábado (2) diante do iminente colapso de 1 das 35 minas de exploração de sal-gema de Braskem. A região passou a ser monitorada devido aos novos abalos sísmicos nesta semana que gerou risco iminente do colapso.*

A velocidade de afundamento do solo da mina, que fica no bairro do Mutange, caiu nos últimos dias. Ao todo, o solo da mina afundou 1,69 m desde o início do monitoramento, em 28 de novembro, até este domingo (3), de acordo com a Defesa Civil do município. O Ministério de Minas e Energia afirmou, em relatório divulgado neste domingo (3), que o afundamento da mina está estabilizado e que eventual desabamento será localizado, e não generalizado. Entenda em cinco pontos a crise ambiental em Maceió.

1) QUANDO COMEÇOU O DESASTRE AMBIENTAL EM MACEIÓ? Os primeiros danos visíveis no solo em Maceió foram registrados após tremores de terra atingirem a capital alagoana no dia 3 de março de 2018. O abalo sísmico foi de 2,4 pontos na escala Richter. As rachaduras em imóveis do bairro vinham sendo constatadas há pelo menos uma década, mas a situação agravou-se acentuadamente nos últimos anos. Os tremores causaram afundamentos de terra, erosões, rachaduras, fendas e trincas em casas, prédios e até mesmo o asfalto das ruas. Os danos atingiram 14,5 mil casas, apartamentos e estabelecimentos comerciais nos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol.

2) O QUE MOTIVOU OS TREMORES E AFUNDAMENTOS DO SOLO? O Serviço Geológico do Brasil, órgão ligado ao Ministério das Minas e Energia, concluiu em 2019 que as atividades de mineração da Braskem em uma área de falha geológica causaram o problema. No laudo, cientistas afirmam que o tremor de terra de 2018 aconteceu em razão do desmoronamento de uma dessas minas. Segundo o estudo, aquele não foi o único tremor, pois os laudos apontam a existência de outras minas deformadas e desmoronadas.

Até então, havia em área urbana 35 poços de extração de sal-gema, material usado para produzir PVC e soda cáustica. Os poços estavam pressurizados e vedados, porém a instabilidade das crateras causou danos ao solo, que foram visíveis na superfície. A exploração do minério começou em 1979 e se manteve até maio de 2019, quando foi suspensa pela mineradora Braskem um dia após a divulgação do laudo pelo Serviço Geológico. Os poços da Braskem são tubos que alcançam diretamente a camada de sal, entre 900 e 1.200 m de profundidade. Por meio deles, uma água com forte pressão e temperatura elevada é expelida para dissolver o sal. A água com sal é empurrada até a superfície, onde é extraída. O processo de dissolução do sal deixa buracos como galerias na rocha.

3) O QUE ACONTECEU APÓS OS PRIMEIROS TREMORES? A maioria das famílias que vivia nos bairros atingidos deixou suas casas frente ao risco de novos desabamentos. Lojas, estabelecimentos comerciais de serviços e até mesmo hospitais foram relocados. Os imóveis desvalorizaram. Um acordo firmado em janeiro de 2020 entre a Braskem e a força-tarefa formada pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual e Defensorias Estadual e da União determinou a indenização dos proprietários de 14,5 mil residências. A Braskem também ficou responsável pela estabilização e monitoramento do fenômeno geológico. A Braskem informou que 100% dos moradores das áreas de desocupação definidas pela Defesa Civil já foram realocados. O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem alega que faltou celeridade nos pagamentos de indenizações e que, em muitos casos, o valor não foi justo.

Além dos moradores dos cinco bairros atingidos, pessoas que vivem em bairros do entorno também foram afetadas com dificuldade de acesso a serviços públicos e êxodo de comerciantes. Vários deles deixaram seus imóveis, mas não conseguem vendê-los diante da desvalorização. Nos cálculos do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem, são cerca de 4.000 famílias vivem nessas áreas.
Em julho deste ano, Braskem e Maceió firmaram um acordo para o pagamento de uma indenização no valor de R$ 1,7 bilhão ao município. O governo do estado, por sua vez, não firmou acordo com a mineradora.

4) O QUE CAUSOU NOVO ALERTA? A Defesa Civil de Maceió alertou a última quarta-feira (29) que uma das minas da Braskem está em risco iminente de colapso. A população que mora próxima a área atingida, no bairro do Mutange, foi orientada a deixar o local e procurar abrigo. A situação fez a prefeitura decretar estado de emergência por um período de 180 dias. O poder público adotou medidas de emergência, incluindo a preparação de abrigos para as famílias realocadas, além de leitos em unidades de saúde, equipes de limpeza urbana e distribuição de cestas básicas. A Braskem disse que paralisou as atividades na área de resguardo "em decorrência do registro de microssismos e movimentações de solo atípicas pelo sistema de monitoramento."

A velocidade de afundamento do solo da mina, que fica no bairro do Mutange, diminuiu ao longo das últimas 24 horas. De acordo com a prefeitura de Maceió, a velocidade de afundamento do solo caiu de 5 para 0,7 centímetros por hora, cenário que fez postergar o provável colapso da mina. Ao todo, o solo da mina da Braskem em Mutange afundou 1,69 m desde o início do monitoramento, em 28 de novembro, até este domingo (3), de acordo com a Defesa Civil do município. Professor aposentado da Universidade Federal de Alagoas, o engenheiro Abel Galindo afirma que o desabamento não deve acontecer de forma abrupta e que, por isso, não há motivo para pânico entre os moradores da capital alagoana.

5) QUANDO O SOLO DE MACEIÓ DEVE ESTABILIZAR EM DEFINITIVO? A atividade de mineração deixou um rastro de impactos geológicos e ambientais que ainda estão em curso. Não estão descartados novos tremores e afundamentos no futuro. Este cenário deve criar uma região fantasma na cidade, avalia o geólogo Pedro Cortês, professor da USP (Universidade de São Paulo). Ele afirma que o local afetado dificilmente será utilizado no futuro. A gravidade da situação, aponta Cortês, é explicada pelo fato de o minério da região ser altamente solúvel, ao mesmo tempo em que há água dos dois lados: de um, uma lagoa, e do outro, o oceano Atlântico. O Ministério Público Federal aponta que os impactos ambientais, assim como os sociais, são inexprimíveis. Não há ainda estabilidade no fenômeno geológico, o que significa que os danos não cessaram.

VÍDEO. VALDEMIRO SANTIAGO VIRALIZA APÓS PEDIR DOAÇÕES DE MIL REAIS MENSAIS: ‘DEUS VAI MUDAR SUA VIDA’


Em um vídeo que viralizou nas redes sociais neste sábado, 2, o pastor Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, pede a contribuição de mil reais por mês de fiéis para que uma obra possa ser concluída e que o doador tenha um “empreendimento espiritual”.

O vídeo foi compartilhado na plataforma X (antigo Twitter) e teve uma grande repercussão na rede social, com muitas pessoas criticando a postura de Valdemiro.

Entenda o caso:

No vídeo, Valdemiro anuncia que o projeto proposto por ele saiu do “coração de Deus”, e que tal investimento mudaria de patamar a vida de uma pessoa;
O religioso ainda explica que o fiel que alega não ter a quantia de mil reais, deve realizar a contribuição mesmo assim;
“‘Ah, mas eu não tenho’, então é você que Deus está chamando, é porque você não tem mesmo”, diz o pastor;
O homem também diz que Deus irá transformar as condições do doador após ele ver o “investimento”, como já teria supostamente ocorrido com outros devotos;
Muitos internautas questionaram a atitude de Valdemiro e fizeram comentários como “Pequenas igrejas grandes negócios”. Outro escreveu: “Isso é um pouco hilário”.




PM ENCONTRA CINQUENTINHA COM CHASSI MODIFICADO E PRENDE DOIS HOMENS.




Dois homens foram presos por receptação depois que uma guarnição do 3° Batalhão flagrou um deles com uma cinquentinha com chassi modificado em Arapiraca, neste domingo (3).

De acordo com informações do relatório de ocorrências da Secretaria de Segurança Pública (SSP/AL), a guarnição realizava patrulhamento pelo bairro Primavera e viu o condutor da cinquentinha com um volume na cintura, resolvendo abordá-lo para verificar se estava armado.

Nenhum material ilícito foi encontrado com o homem na abordagem, mas os policiais observaram que o chassi da cinquentinha havia sido modificado.

"O mesmo relatou que teria pego emprestado com um amigo, que encontrava-se na Feira da Troca", diz trecho do relatório.

Juntamente com o homem, os policiais foram até a feira e localizaram o amigo. Eles foram conduzidos até a Central de Polícia Civil de Arapiraca, onde ficaram presos.
por jaénoticia


Na região agreste Homem embriagado quebra o celular da companheira após série de agressões e ameaças

 Caso foi registrado em Coité do Nóia, Agreste alagoano

Coité do Nóia - Foto: 7Segundos


Uma guarnição do Centro Integrado de Segurança Pública de Taquarana, vinculada ao 3º BPM, foi acionada para atender a uma situação de violência contra a mulher no Sítio Branquinha, localizado na zona rural de Coité do Nóia, Agreste de Alagoas.


Ao chegar ao local, próximo à Escola do Sítio Branquinha, a equipe policial se deparou com a vítima, que denunciou ter sido agredida pelo companheiro. Segundo relatos dela, seu marido chegou em casa embriagado, desencadeando uma discussão que evoluiu para agressões físicas. Além disso, proferiu palavras ofensivas e danificou o telefone dela, atirando-o ao chão.

A guarnição prestou atendimento à vítima, orientando-a a procurar a Delegacia de Polícia para formalizar um boletim de ocorrência sobre o caso. Após o atendimento e a orientação, a ocorrência foi encerrada, e a equipe policial retornou às rondas na região.

O Portal 7Segundos reitera seu compromisso na luta contra a violência doméstica e reforça que em Alagoas as mulheres tem à disposição uma importante ferramenta online para denunciar seus agressores e solicitar medida protetiva. O Portal Ártemis é mantido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas e dá celeridade aos casos, pulando etapas que, muitas vezes, tendem a desencorajar as vítimas.

POR 7 SEGUNDOS



Homem ameaça cantora com arma no Interior de Alagoas

 Caso aconteceu em Maravilha, Sertão de Alagoas

Entrada do município de Maravilha - Foto: Ewerton Silva/ 7Segundos

No último domingo (3), uma confraternização na zona rural de Maravilha, Sertão de Alagoas, foi palco de momentos de terror quando um homem, visivelmente embriagado, fez ameaças de morte e apontou uma arma de fogo para uma cantora contratada para se apresentar no evento. O incidente ocorreu em uma chácara, segundo informações do 7° Batalhão da Polícia Militar.

De acordo com relatos da cantora à polícia, o agressor teria se irritado com uma pausa durante uma de suas músicas e, enfurecido, começou a proferir ameaças contra ela. A situação rapidamente escalou quando o homem se dirigiu até seu veículo e retornou ao local portando uma arma de fogo, apontando-a diretamente para a vítima.

Por sorte, a intervenção corajosa de indivíduos presentes na confraternização impediu que a situação tomasse um rumo ainda mais grave, evitando um possível disparo contra a cantora. Antes que as autoridades policiais pudessem chegar ao local, o agressor fugiu, desaparecendo da área.

Apesar das buscas realizadas pela região pelas equipes da polícia, o homem não foi localizado. A vítima, visivelmente abalada pelo ocorrido, prontamente registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Batalha, relatando o incidente e buscando a devida assistência das autoridades.

Por 7segundos

Incêndio destrói fábrica de estofados no bairro Bom Sucesso, em Arapiraca

  Bombeiros foram acionados pra tentar apagar as fortes chamas

Viaturas dos bombeiros e da polícia militar ao lado do prédio em chamas 



Na noite deste domingo (03), um incêndio de grandes proporções consumiu completamente uma fábrica e depósito de estofados na Avenida Pio XII, bairro Bom Sucesso, em Arapiraca, Agreste de Alagoas.

As chamas, que iniciaram nos fundos do estabelecimento, se propagaram velozmente, atingindo o telhado e todo o espaço físico.

Equipes de bombeiros e a polícia estão no local, buscando controlar as chamas e investigar as circunstâncias do ocorrido. Três viaturas e treze militares foram deslocados até o estabelecimento para atuar na ocorrência.

Apesar dos danos materiais expressivos, houve um esforço conjunto de populares e proprietários para retirar sofás e colchões antes que o fogo se alastrasse por completo.

A comunidade suspeita que o incêndio possa ter sido causado por indivíduos que teriam incendiado um matagal nas proximidades da loja de estofados.

Vídeo


por 7 segundos




O que é o sal-gema e por que sua extração gerou problemas em Maceió?

 Produto é usado na produção de soda cáustica e bicarbonato de sódio

Sal-gema - Foto: Tawachai/ Freepik

Parte dos moradores de Maceió vivem dias de tensão. Na última quarta-feira (29), a prefeitura da capital alagoana decretou situação de emergência diante do iminente colapso em uma das minas de sal-gema exploradas pela petroquímica Braskem no bairro do Mutange. É mais um capítulo de uma história que se arrasta desde 2018, quando foram registrados afundamentos em cinco bairros. Estima-se que cerca de 60 mil residentes tiveram que se mudar do local e deixar para trás os seus imóveis.

O risco de colapso em uma das 35 minas de responsabilidade da Braskem vem sendo monitorado pela Defesa Civil de Maceió e foi detectado devido ao avanço no afundamento. A petroquímica confirma que pode ocorrer um grande desabamento da área, mas afirma que existe também a possibilidade de que o solo se acomode. Um eventual colapso geraria um tremor de terra e tem potencial para abrir uma cratera maior que o estádio do Maracanã. As consequências, no entanto, ainda são incertas. O governo federal também acompanha a situação.

Mas o que é o sal-gema? Diferente do sal que geralmente usamos na cozinha, que é obtido do mar, o sal-gema é encontrado em jazidas subterrâneas formadas há milhares de anos a partir da evaporação de porções do oceano. Por esta razão, o cloreto de sódio é acompanhado de uma variedade de minerais.
Designado também por halita, o sal-gema é comercializado para uso na cozinha. Muito comum nos supermercados, o sal extraído no Himalaia, que possui uma tonalidade rosa devido às características locais, é um sal-gema.

No entanto, o sal-gema é também uma matéria-prima versátil para a indústria química. É empregado, por exemplo, na produção de soda cáustica, ácido clorídrico, bicarbonato de sódio, sabão, detergente e pasta de dente, enfim, na fabricação de produtos de limpeza e de higiene e em produtos farmacêuticos.

Indústria

Inicialmente, a exploração em Maceió se voltou para a produção de dicloroetano, substância empregada na fabricação de PVC. Não por acaso, desde que inaugurou em 2012 uma unidade industrial na cidade de Marechal Deodoro, vizinha a Maceió, a Braskem se tornou a maior produtora de PVC do continente americano. Outras indústrias, como a de celulose e de vidro, também empregam o sal-gema em seus processos.

A exploração de sal-gema, como outros minerais, depende de licenciamento ambiental. A exploração é fiscalizada pela Agência Nacional de Mineração (ANM). No mercado internacional, o Brasil é um ator relevante. Segundo dados da ANM, foram 7 milhões de toneladas em 2002. O ranking do ano passado, no entanto, mostra que os três líderes mundiais têm produção muito mais robusta que todos os demais: China (64 milhões de toneladas), Índia (45 milhões) e Estados Unidos (42 milhões).

Em Maceió, a exploração das minas teve início em 1976 pela empresa Salgema Indústrias Químicas, que logo foi estatizada e mais tarde novamente privatizada. Em 1996, mudou de nome para Trikem e, em 2002, funde-se com outras empresas menores tornando-se finalmente Braskem, com controle majoritário do Grupo Novonor, antigo Grupo Odebrecht. A Petrobras também possui participação acionária na empresa, com 47% das ações, dividindo o controle acionário com a Novonor. Atualmente, a Braskem desenvolve atividades não apenas no Brasil, como também em outros países como Estados Unidos, México e Alemanha.

Escavação

A exploração em Maceió envolvia a escavação de poços até a camada de sal, que pode estar há mais de mil metros de profundidade. Então, injetava-se água para dissolver o sal-gema e formar uma salmoura. Em seguida, usando um sistema de pressão, a solução era trazida até a superfície. Ao fim da extração, esses poços precisam ser preenchidos com uma solução líquida para manter a estabilidade do solo.

O problema em Maceió ocorreu por vazamento dessa solução líquida, deixando buracos na camada de sal. Uma hipótese já levantada por pesquisadores é de que a ocorrência tenha relação com falhas geológicas na região. Consequentemente, a instabilidade no solo levou a um tremor de terra sentido em março de 2018. O evento causou os afundamentos nos cinco bairros: Pinheiro, Mustange, Bebedouro, Bom Parto e Farol.

Com novos tremores e o surgimento de rachaduras em casas e ruas, a Braskem anunciou o fim da exploração das minas em maio de 2019. A petroquímica diz que já foi pago R$ 3,7 bilhões em indenizações e auxílios financeiros para moradores e comerciantes desses bairros. Uma parcela dos atingidos busca reparação através de processos judiciais. O caso também é discutido em ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF).

FONTE:7SEGUNDOS

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