GN Web Rádio

sábado, 5 de agosto de 2023

Termina hoje o prazo para sacar 'dinheiro esquecido' do PIS-PASEP

 

Dinheiro / Foto: Dárcio Monteiro

Termina neste sábado (05) o prazo para que trabalhadores que possuem saldo de cotas do PIS-PASEP solicitem o saque dos valores pelo Aplicativo FGTS. Após esse prazo, os valores não sacados serão transferidos para o Tesouro Nacional.

Atualmente, há cerca de 10,4 milhões de trabalhadores, em todo o Brasil, com saldo PIS-PASEP disponível para saque, no total de R$ 25,5 bilhões. Tem direito a sacar quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público no período de 1971 a 1988, e que ainda não tenha sacado as cotas do PIS-PASEP, ou os beneficiários legais, em caso de titular falecido.

Desde a publicação da Medida Provisória nº 946/2020, a qual transferiu as cotas do PIS-PASEP para o FGTS, foram realizados mais de 513 mil pagamentos, totalizando R$ 745 milhões, até 30/06/2023.



Transferência dos recursos para a União

O prazo até 5 de agosto para a solicitação de saque pelo Aplicativo FGTS foi estabelecido pelo edital de Chamamento Público MTE nº 1/2023, publicado em 07/06/2023, no Diário Oficial da União.

Após esse prazo, os valores não sacados serão transferidos para o Tesouro Nacional e os interessados ainda poderão solicitá-los à União no prazo de até 5 (cinco) anos.

Os procedimentos para a solicitação de ressarcimento, após a transferência dos recursos para o Tesouro Nacional, ainda serão divulgados em portaria conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento e Orçamento.



Como consultar e sacar

Para viabilizar o acesso aos recursos do PIS-PASEP pelos titulares ou beneficiários legais, a CAIXA desenvolveu uma jornada 100% digital e simplificada por meio do Aplicativo FGTS, apresentando aos titulares de cotas, na tela principal do aplicativo, a informação de saldo disponível para saque.

Para solicitar o saque, basta abrir o aplicativo, selecionar a mensagem “Você possui saque disponível”, depois clicar em “Solicitar o saque do PIS/PASEP”. O trabalhador deverá escolher a forma de saque (crédito em conta ou presencial), verificar seus dados e selecionar “Confirmar saque”.

O saldo pode ser creditado em conta bancária de qualquer instituição financeira indicada pelo trabalhador, sem custo nenhum.

Em caso de trabalhador falecido, o beneficiário pode acessar seu próprio Aplicativo FGTS e solicitar o saque na opção “Meus Saques”, depois “Outras Situações de Saque” e, em seguida, escolher a opção “PIS/PASEP – Falecimento do Trabalhador”, juntar os documentos necessários e confirmar a solicitação.

Caso o trabalhador se enquadre em qualquer hipótese de saque FGTS e tenha conta PIS-PASEP, o saldo dessa conta é liberado em conjunto com o FGTS.



Dúvidas

Em caso de dúvida, os trabalhadores podem acessar o Aplicativo FGTS ou ligar para o telefone 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, ou para o 0800 104 0104, para demais regiões.

Legalização da maconha no Uruguai derrubou mitos que pautaram debate

 Cannabis é legalizada no país desde dezembro de 2013

Legalização da maconha no Uruguai - Foto: Agência Brasil/Paulo Pinto



Experiência pioneira em todo o mundo, a legalização da maconha no Uruguai completa 10 anos em dezembro ainda sob o efeito dos temores que moldaram sua discussão em 2013. O resultado desse cenário foi um sistema fortemente regulado que, segundo pesquisadores do tema, produziu efeitos positivos e negativos no mercado.

Fundador e primeiro presidente da Câmara de Empresas de Cannabis Medicinal do Uruguai, Marco Algorta acompanhou o debate e a implementação das mudanças legais que criaram o mercado regulado de maconha no Uruguai. Essas medidas só entraram em vigor de forma completa em 2017, quando o Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (IRCCA) passou a credenciar farmácias aptas a vender a maconha produzida por empresas licenciadas no país.

“O argumento político que se usou naquele momento era ajudar na luta contra o narcotráfico, mas tomando cuidado para não 'envenenar os nossos jovens'. E o que se percebe é que esses dois preconceitos estavam totalmente errados”, analisa o uruguaio

Nesses seis anos de comércio legal de cannabis, mais de 10 toneladas de maconha foram compradas de forma regular nas 37 farmácias registradas do país. O número de cadastrados para a compra chegou a 61 mil, e todos precisam ser maiores de idade, cidadãos uruguaios e residentes no país. O Uruguai conta ainda com duas outras formas de acesso à maconha: o autocultivo e os clubes canábicos, que plantam a cannabis e dividem entre seus membros.

Marco Algorta descreve que o medo de que a legalização “ameaçasse a juventude” não se comprovou, e a maconha legalizada tem como público frequente os adultos com mais de 40 anos, enquanto adolescentes e jovens uruguaios continuam a buscar preferencialmente outras drogas, como o álcool. Ele avalia que a maconha legalizada não estimulou interesse nem gerou baixa percepção de risco, e o resultado mais relevante foi um uso consciente e com redução de danos por aqueles que já a utilizavam.

“O consumo de cannabis entre adolescentes e jovens no Uruguai cresceu menos que a média regional, com países que não legalizaram. Por exemplo, o Brasil. A cannabis continua sendo a droga preferida de quem foi adolescente durante o proibicionismo, e não é a de quem foi adolescente durante a legalização”, afirma.

Uma pesquisa apresentada em agosto do ano passado pelo Observatório Uruguaio de Drogas mostrou que o nível de uso de maconha por adolescentes de 13 a 17 anos de escolas uruguaias não aumentou desde a aprovação da lei. Segundo a pesquisa, 19% dos entrevistados havia consumido maconha nos últimos 12 meses, e 11%, no último mês. Vale ressaltar que a legalização da maconha no Uruguai não permite o acesso de adolescentes à droga. Outro levantamento do mesmo observatório mostra que aumentou a idade média em que o consumo de maconha tem início, de 18,3 anos, em 2011, para 20,1 anos, em 2018.

O segundo mito derrubado, acrescenta ele, é o de que a maconha legalizada seria um golpe contra o narcotráfico, que lucra mais com drogas como a cocaína. Assim como outros países na América do Sul, o Uruguai tem sofrido com problemas causados pelo tráfico internacional dessa droga, sendo usado como rota secundária para a cocaína que sai principalmente da Colômbia, Bolívia e do Peru em direção à Europa. Em 2022, a quantidade de cocaína apreendida no país aumentou mais de 50%, chegando a cerca de 5 toneladas, segundo o site InsightCrimes, que reúne dados criminais da América Latina.

A violência no Uruguai foi um ponto importante na argumentação a favor da lei, mas, 10 anos após a legalização, a taxa de homicídios no país continuou a subir, segundo dados públicos analisados pelo Banco Mundial. Em 2010, houve 6 assassinatos para cada 100 mil habitantes no Uruguai. Em 2013, quando a lei foi aprovada, a proporção havia subido para 8 por 100 mil. Em 2018, chegou a 12 por 100 mil, caiu para 9 por 100 mil no ano seguinte, e voltou para 11 em 2022.

O fortalecimento do narcotráfico no continente e os conflitos armados gerados pelos grupos criminosos que tentam dominar esse mercado tem sido associado por especialistas ao aumento da taxa de homicídios em diversos países da América Latina. Nesse contexto, o Uruguai tem uma proporção de assassinatos menor que outros países como Brasil (19 por 100 mil), México (25 por 100 mil), Honduras (35 por 100 mil) e Venezuela (40 por 100 mil).

“A cannabis não é muito significativa para argumentar que a legalização da maconha é um golpe ao narcotráfico. Isso é uma falácia que foi comprovada. Essa mudança não gerou uma diminuição. Os grandes resultados contra o narcotráfico vêm com o combate aos crimes do colarinho branco, como a lavagem de dinheiro. Não vai ser por meio da legalização da maconha. O Uruguai continua tendo 50% da população consumidora para fins de uso adulto procurando o mercado ilegal ou não regulado”.

A manutenção de um mercado ilegal de maconha em um país que legalizou a droga se deve a vários fatores, avalia Algorta, mas um deles se deve à desconfiança com relação ao Estado.

“As instituições geram certa desconfiança, você precisa se inscrever no governo, dar seu nome e seu sobrenome. Se eu for comprar cerveja na esquina, não preciso dar meus dados ao governo. Mas, se eu quero comprar maconha, eu preciso me inscrever em um registro como consumidor de cannabis. Esse sem dúvida é o primeiro grande obstáculo”, afirma.

Especialista em direitos humanos e fundadora do Movimento Mizangas Mujeres Afrodescendientes, Tania Ramirez, denuncia que o avanço do narcotráfico tem produzido vítimas nas periferias e entre a população negra do Uruguai, enquanto o narcotráfico se articula internacionalmente para atravessar o país com volumes cada vez maiores de cocaína.

Enquanto isso, ações de repressão a pequenos traficantes têm se intensificado e também geram o encarceramento de pessoas em vulnerabilidade, como a população em situação de rua e pessoas com uso problemático de substâncias.

“Existem estruturas nas esferas de elite que enriquecem com o narcotráfico e estão dentro da estrutura estatal. E quem são as vítimas? As pessoas mais pobres, os negros, as pessoas que estão nas periferias, que são apenas os distribuidores de uma pequena parte. Não chegam 250 quilos de cocaína na periferia, chega um resto, que é repartido”, afirma. “E todos os dias o Estado encarcera microtraficantes e pessoas que estão em situação de pobreza, marginalidade e consumo. O estado encarcera a pobreza”.

CÂMERA MOSTRA HOMEM PROCURADO PELA POLÍCIA SENDO EXECUTADO COM 15 TIROS NA FRONTEIRA DO PARAGUAI COM O BRASIL

Homem foi assassinado na fronteira - Foto: Reprodução

Um homem de 40 anos procurado por tentativa de homicídio, foi assassinado com tiros à queima-roupa na noite da quinta (3), em um estabelecimento comercial de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com o Brasil.

O crime foi cometido por um homem encapuzado que desceu de um carro e efetuou cerca de 15 disparos de arma de fogo contra a vítima, que segurava uma criança no colo.


A vítima tinha 40 anos e o assassinato foi registrado por uma câmera de monitoramento. Algumas pessoas presenciaram a situação.


Na gravação (veja neste link), é possível observar que o homem cai no chão com a criança ao ser atingido pelos primeiros tiros. Em seguida, uma mulher se aproxima e pega a criança para protegê-la, enquanto mais disparos são efetuados contra a vítima.

O atirador deixou o local de carro e o caso está sendo investigado pelas autoridades locais.

Ufal insatura comissão para apurar caso de assédio sexual

 Instituição está atuando para apurar o acontecido e afirma rechaçar qualquer tipo de violência

Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) - Foto: Assessoria

A Universidade Federal de Alagoas divulgou uma nota em seu site oficial nesta sexta-feira (4) informando ter instaurado uma comissão para apurar um caso de assédio sexual ocorrido na última semana de Julho. O caso aconteceu no Centro de Tecnologia (Ctec), do Campus A.C Simões, em Maceió.


A publicação feita não deixa maiores detalhes sobre quais foram as circunstâncias do acontecimento, contudo, a instituição se demonstrou favorável para com as vítimas. O diretor do Ctec, professor Vladimir Caramori, já instaurou comissão de investigação preliminar, no âmbito administrativo, para apurar os fatos.

“Consideramos lamentável todo e qualquer tipo de violência, especialmente contra meninas e mulheres. Precisamos dar um basta nesse tipo de situação e, por isso, vamos trabalhar conjuntamente com vários setores da nossa Universidade. Estamos fazendo uma campanha ampla de conscientização e de alerta também. Vamos dizer “não” à violência, não ao assédio contra as mulheres! Estamos no Agosto Lilás, mês de combate à violência contra a mulher, mas essa campanha deve ser permanente”, disse o reitor Josealdo Tonholo.

A comissão ficará responsável pela apuração e esclarecimento dos fatos e por recomendar os encaminhamentos pertinentes que podem, inclusive, culminar em procedimento disciplinar. “O processo investigativo preliminar é necessário para ter mais informações para tomar as decisões necessárias e urgentes no âmbito da Ufal”, relatou o reitor.

O caso ocorrido no Ctec chegou ao conhecimento do Gabinete da Reitoria na tarde de quarta-feira (2) e, de imediato, a equipe da assessoria técnica foi colocada à disposição da direção do Ctec. A investigação preliminar é necessária para reunir os elementos necessários para poder agir.

“Esse é um caso muito delicado, precisamos preservar a integridade física e mental dos jovens e prestar toda solidariedade e apoio a todos os envolvidos – inclusive familiares – até que tudo esteja suficientemente esclarecido e com os encaminhamentos internos necessários. Temos muito cuidado para não deixar a situação ainda mais difícil. Já colocamos à disposição nossa equipe multidisciplinar da Pró-reitoria Estudantil para atendimento psicossocial necessário. Estamos firmes no propósito de esclarecer os fatos”, completou Tonholo.

O professor Vladimir explica que o caso exige cautela e, por isso, o processo vai correr em sigilo para preservar os envolvidos até a apuração dos fatos. “Precisamos agir com firmeza para combater qualquer abuso, mas também com muito cuidado porque toda informação que nos chegou até o momento ainda é proveniente de terceiros e não das pessoas diretamente envolvidas. Isso é muito complicado. Temos que ter a preocupação de não fazer nenhuma acusação, nem linchamento virtual, antes de melhor apuração dos fatos, sob risco de complicar ainda mais uma situação que já é delicada. Por isso instauramos a comissão”, reforçou Caramori.

Diretrizes

A Ufal tem uma Resolução Nº 90/2019-Consuni, que disciplina os procedimentos que devem ser adotados em casos de assédio e outras formas de discriminação e preconceito. Esta resolução dá as diretrizes que são seguidas pela comissão da investigação, para o caso em questão e outros, porventura existentes.

A Universidade está atuando fortemente na conscientização contra qualquer forma de assédio, sendo ativa participante das atividades instituídas pela Lei 14.448/2022, através da campanha Agosto Lilás que, em âmbito nacional, promove o mês de proteção à mulher, destinado à conscientização para o fim da violência contra a mulher.




Caso Marielle: TJ do Rio derruba sigilo da denúncia contra ex-bombeiro Suel

 

Reprodução



O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) derrubou nesta sexta-feira (4) o sigilo da denúncia em que o ex-bombeiro Maxwell Simões Correia é acusado de liderar uma organização criminosa que explorava serviços clandestinos de TV por assinatura e de internet, popularmente chamados de "gatonet". Preso na semana passada, ele atuaria em parceria com o ex-policial militar Ronnie Lessa, apontado como executor da morte da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Em 14 de março de 2018, o carro onde estavam Marielle e Anderson foi alvo de tiros disparados a partir de outro veículo, um Cobalt prata. Suel, como é conhecido o ex-bombeiro, também é investigado por envolvimento no assassinato.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) após o depoimento do ex-policial militar Élcio Queiroz. Preso junto com Ronnie Lessa desde 2019, ele é acusado de ser o motorista do Cobalt prata durante a execução de Marielle e Anderson. No mês passado, ele reconheceu a participação no crime e fechou um acordo de delação premiada. Em meio ao seu relato sobre o ocorrido, Élcio Queiroz detalhou o envolvimento de Suel e também os negócios clandestinos no bairro de Rocha Miranda, na zona norte do Rio.


"No caso do Ronnie era mais pra dentro da comunidade do Jorge Turco. Todo o asfalto, todas as ruas ali e algumas favelinhas são do Maxwell. A maior parte é do Maxwell, só uma parte que era do Ronnie", disse.

Conforme a denúncia do MPRJ, os serviços de "gatonet" seriam comandados por Suel e Ronnie Lessa e haveria ainda outros quatro envolvidos. Entre eles, está Maxwell Simões Correia Júnior, filho do ex-bombeiro. Também são denunciados Sandro dos Santos e Welington de Oliveira Rodrigues, conhecido como Manguaça. O último envolvido seria Jorge Vicente da Silva Neto, já falecido.

A mulher de Suel, Aline Siqueira, não foi apontada como participante do negócio, mas foi denunciada por lavagem de dinheiro. Foi colocado em seu nome um veículo Land Rover que teria sido comprado com recursos provenientes da exploração do "gatonet", no valor de R$ 213 mil.


O TJRJ aceitou a denúncia e atendeu o pedido do MPRJ para decretação da prisão preventiva dos participantes do esquema. Suel foi preso na semana passada, e Manguaça, em operação realizada junto com a Polícia Federal na manhã desta sexta-feira. Maxwell Simões Correia Júnior e Sandro dos Santos não foram encontrados e são considerados foragidos. Ronnie Lessa já se encontrava detido.

O sigilo da denúncia foi derrubado a pedido do próprio MPRJ, após a operação realizada na manhã desta sexta-feira. Além da prisão de Manguaça, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Suel. Um dos alvos foi um galpão no Bairro Lins de Vasconcelos, na zona norte da capital fluminense, onde funcionariam atividades relacionadas com o serviço clandestino de "gatonet".

O Land Rover que se encontra em nome de Aline foi apreendido na operação. Movimentações da mulher de Suel também têm sido analisadas nas investigações envolvendo o assassinato de Marielle e Anderson. Gravações em posse do MPRJ mostram que ela se dirigiu à casa de Ronnie Lessa seis dias após o crime e falou com o filho do ex-policial militar através do interfone do condomínio.


"Eu queria conversar com a sua mãe. Queria pedir uma ajuda para ela. É um momento de desespero meu, por isso estou te pedindo se eu poderia falar com ela. Não fala pro seu pai que eu estou aqui não. Só fala pra sua mãe. Você pode anotar o número do meu telefone?", pede ela.

Marielle

De acordo com a delação de Élcio Queiroz, Suel chegou a realizar campanas para conhecer a rotina de Marielle. Inicialmente seria ele o motorista. O ex-bombeiro teria inclusive conduzido o veículo em uma tentativa fracassada de consumar o crime.


"Essa mulher estaria em um táxi e tinha uma oportunidade. Só que na hora que o Ronnie mandou emparelhar, o carro deu um problema. O Ronnie desabafou comigo, dizendo que não acreditava que teve problema, que foi medo, refugou. O Maxwell refugou no momento. A função dele era dirigir, do Ronnie seria o atirador", disse.

De acordo com Élcio Queiroz, havia ainda uma terceira pessoa nessa tentativa fracassada: o sargento da Polícia Militar Edimilson Oliveira da Silva, conhecido como Macalé. Ele foi executado em 2021. O delator, que afirma desconhecer o mandante do assassinato de Marielle, diz que Macalé era o intermediador do crime.

Na delação, Élcio Queiroz também detalha o envolvimento de Suel nos dias posteriores ao crime. Em sua versão, ele ficou incumbido de levar o Cobalt prata para um desmanche.

Em 2021, Suel já havia sido condenado a quatro anos de prisão por atrapalhar as investigações sobre os assassinatos de Marielle e Anderson. Ele foi acusado de ajudar Ronnie Lessa a esconder suas armas. No entanto, vinha cumprindo a pena em regime aberto. Após ser preso na semana passada, o TJRJ determinou sua transferência para um presídio federal de segurança máxima fora do estado do Rio.

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz estão presos em regime fechado. Eles serão levados a júri popular. Os benefícios do acordo de delação premiada de Élcio Queiroz são mantidos em sigilo. O MPRJ chegou a divulgar uma nota afirmando que não está prevista nenhuma redução de pena. As informações prestadas pelo ex-policial militar estão sendo utilizadas em novas investigações voltadas para revelar o mandante do crime.

Homem sobe em poste para fugir da polícia e deixa moradores em energia em MG

Para sair de lá, o suspeito exige a presença de um irmão, além de cinco cigarros e uma marmita. A negociação é feita com promotores.
Homem sobe em posta para fugir da polícia em Minas Gerais - Foto: Ernane Fiuza/TV Globo

Um homem que estava fugindo da Polícia Militar subiu em um poste no bairro Clóvis Alvim, em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, as 16h30 desta sexta-feira (4), e está lá até a manhã deste sábado (5). Policiais e militares do Corpo de Bombeiros trabalham no local no momento.


Segundo informações iniciais, ele pegou um bastão de madeira e subiu no poste de energia elétrica. Por causa disso, ao menos 380 clientes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) ficaram sem luz. No início da tarde, parte deles tiveram a energia religada, e outros 59 moradores continuam sem luz.

"O indivíduo possui diversos inquéritos por crimes de roubo, furto, dano, apropriação indébita, dentre outros", diz a PMMG.

Cigarros e marmita
Para sair de lá, o suspeito exige a presença de um irmão, além de cinco cigarros e uma marmita. A negociação é feita com promotores.

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito é Fábio Martins. Ele ficou preso oito anos, mas estava no regime semiaberto.

Os militares informaram que ele já não estava respeitando as regras do regime, e, por isso, voltaria para regime fechado. Ele alegou que teve uma prisão traumática, por isso tem resistido.

Conforme informado pela Cemig, foi necessário "desligar a rede no local por medidas de segurança".

Os militares seguem trabalhando no local.

O que diz a PMMG:

"Informações preliminares é que no final da tarde, por volta das 16h30min, militares compareceram à casa de um indivíduo de 38 anos, para cumprimento de um mandado de prisão em aberto, após regressão de pena.

O autor ao avistar a guarnição teria subido no telhado de sua residência, de onde atirou objetos contra a guarnição, tendo posteriormente alcançado o topo do poste de energia da CEMIG, onde permanece.

A polícia militar acionou o Corpo de Bombeiros Militares para resgate do indivíduo com segurança, e a CEMIG para desligar a energia no local.

A Polícia Militar e Bombeiros Militares permanecem no local em negociação com o indivíduo que se nega a descer. O indivíduo possui diversos inquéritos por crimes de roubo, furto, dano, apropriação indébita, dentre outros. "

Menor de 16 anos sofre tentativa de homicídio em Palmeira dos Índios

 


Um adolescente, de 16 anos, sofreu uma tentativa de homicídio ao ser baleado no município de Palmeira dos Índios, na noite dessa sexta-feira (04).

Até o momento, não há informações sobre a autoria e a motivação do crime.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e o menor foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.

A Polícia Militar não conseguiu localizar parentes do menor e o Conselho Tutelar da cidade foi acionado para acompanhar a vítima na UPA. O estado de saúde do adolescente não foi divulgado.

CABEÇA DE JOVEM DESAPARECIDO DEPOIS DE SAIR PARA TRABALHAR É ENCONTRADA EM SACO PLÁSTICO NO AMAZONAS.

Marcos Vinicius - Foto: Reprodução


A morte de um jovem de apenas 18 anos contou com requintes de crueldade em Rio Preto da Eva, no estado do Amazonas. A cabeça dele foi encontrada dentro de um saco plástico na quinta-feira (3) e o restante do corpo ainda não foi localizado.



Marcos Vinicius, de 18 anos, estava desaparecido desde a quarta-feira (2), quando saiu para trabalhar e não voltou para casa, despertando preocupação em familiares.

Segundo informações do site D24am, testemunhas teriam visto um homem deixando a cabeça do jovem perto de uma igreja no bairro Monte Castelo.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está investigando o crime para descobrir a autoria e a motivação. A cabeça foi recolhida pelo Instituto Médico Legal (IML).

NOTÍCIA,INFORMAÇÃO,UTILIDADE PUBLICA.

Sefaz-AL convoca consumidores para resgatar prêmios da Nota Fiscal Cidadã

  Por  Ascom Sefaz-AL     Os contribuintes alagoanos que participam da campanha Nota Fiscal Cidadã (NFC) e foram premiados em algum sorteio ...